quinta-feira, 6 de outubro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Divas Live!

O décimo quinto dia do mês de setembro do ano de 2011 foi marcado pelo encontro do século entre este que vos escreve e a queridíssima Ester. Marcamos de nos encontrar na frente da marulha da Piazzale Flaminio – porque lugar mais dramático para este evento histórico não existia!Já chegamos afrontando numa igreja pra ver os dois Caravaggios originais que tinham por lá, mas fomos gongados porque eles colocaram uma barricada anti-turistas por decorrência de uma missa que estava acontecendo. Daí, ao lado da igreja, tinha uma dessas fontes de água que fica caindo. Eu sempre fui muito cético quanto a beber essa água porque eu jurava que era mijo dos padres, porém, Ester me convenceu a tomar a água explicando que ela vinha lá de um poço inóspito à milhões de metros de profundidade. E não é que a água era ótima??? Geladíssima! Morri!

Depois de um suco de laranja, um capuccino e dois croissants simples com macadâmias por cima em uma típica cafeteria italiana, Ester resolve me mostrar a rua de luxo de Roma. Começou com umas lojas bem simples como H&M, Sephora, Zara, três segundos depois, já estávamos passeando entre lojas da Dior, Valentino, Louis Vuitton e entramos horrores na loja da Dolce & Gabbana; com aquela cara de turista, usando roupinhas light layers de verão no maior carão blasé do mundo. Folheando aqueles vestidos haute couture pendurados nos cabides como se fossem roupinhas sujas de um bazar do mercado mundo mix qualquer.

Então, depois da D&G, foi aí que eu me deparei com a loja da Burberry e a Ester, tadinha, teve que me aguentar na loja procurando um trench-coat chiquerrézimo laminado que eu queria. Porém, quem manda ela me levar numa rua dessas??? Haha. Daí já chegamos no vendedor italiano lindíssimo e Ester arrasando com o italiano dela. Mas o boy não achou o meu tão sonhado trench-coat laminado da coleção de luxo Prosum (porque eu não sou obrigado a nada menos do que a coleção de luxo!). Até no site da Burberry o boy entrou, com o iPad dele. Mas não tava mais no site, é um mistério! O casaco saiu do catálogo!! Mas eu não imaginei coisas não, é esse casaco aqui:
E Éster e eu nos jogamos pelo centro de Roma, nas ruínas, no restaurante italiano bem em frente ao Panteão e em mais uma dezena de lugares lindos e dignos que só alguém que vive em Roma poderia me levar.

Foi luxo, poder, sedução, magia e riqueza elevados ao cubo. Éster, querida, muito obrigado pela recepção e pelo tempo que você me dedicou pra mostrar esses lugares. Adorei te conhecer pessoalmente e ainda nos veremos novamente pra senhora me mostrar os vilarejos provincianos escondidos que ninguém conhece!

E segue uma foto deste dia histórico – com a vitrine da Prada ao fundo, porque, novamente, não somos nem um pouco obrigados.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Update

Desculpem-me a demora em atualizar isso aqui, mas, eu estou com uma preguiça!! Rsrs… Essas aventuras pela Europa aconteceram em 20 dias e eu tô demorando mais de 2 meses pra terminar com essa saga.

Bom, vou resumir, passei em Praga, que foi meio meia-boca, até mesmo porque o clima não ajudou muito - tomei bastante chuva na cabeça. Fui pra Viena, que eu meio que só conheci de noite, porque eu cheguei bem tarde e parti pra Zurique bem cedo. E em Zurique aconteceu alguns babados meio que impublicáveis neste espaço virtual. Só conto as histórias de Zurique pessoalmente, regado a muitos drinks e água mineral com gás San Pellegrino ou Perrier – nada de Crystal ou águas de Lindoya!

Nos dois meses seguintes, eu voltei pro Brasil pra aproveitar o resto das férias e dia 26 de junho eu fui para o meu navio seguinte, que estava na Flórida. Estava odiando lá porque estava um calor intenso, e toda a semana eu estava no Caribe, México e nas ilhas ali no Haiti. Para quem gosta de praia, é um paraíso, mas eu não sou uma dessas pessoas e, pra mim, aquilo estava uó.

Três semanas depois, Cher ouviu minhas preces e eu recebi uma promoção e fui transferido pra um navio na Europa – que é muito mais a minha cara. Estou toda a semana em Barcelona, Toulon e Villefranche (Riviera Francesa), Livorno, Roma e Nápoles.

Além de ter uma cabine muito maior, eu estou me sentindo quase como de férias. Como agora sou eu quem decido a que horas eu trabalho, to acordando na hora que eu quero e tenho o dia todo livre pra sair nos portos. Só trabalho de noite, por umas duas horas, dentro da minha cabine, de pijamas, com um laptop interligado em rede. Acho digno e básico!

A noite ainda to fazendo aula de zumba (um tipo de dança latina, misturado com condicionamento físico). Nossa, tô rebolando horrores! Shakira perde! E tô vivendo de pizza e pasta. Além de fazer muitas compras na Zara da Itália. Porém, estou tentando me conter, senão eu vou ficar uma baleia e não vou conseguir mais entrar nos jeans slim-fit de cintura baixa que eu acabei de comprar na Zara!

Por enquanto é só…

Mais novidades em breve!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Varsóvia

Chego em Varsóvia, já usando o casaquinho Adidas, linda e soviéticamente. Depois de uma viagem tranqüila de trem, eu já chego quase morrendo com o Krystof, o boy garçom polonês que trabalhava no vaguão do restaurante que era a coisa mais linda deste mundo.


Saio da estação, troco 100 euros em dinheiro polonês. E pego um ônibus até o hotel. Já que a mapoa da informação me disse que o hotel era a 5 minutos dali.


Minha primeira impressão de Varsóvia foi meio uó. Não via nada demais. Fui ao hotel, deixei minhas coisas. Dei uma espairecida e resolvo explorar o lugar. Putaquepariu! Que lugar mais lindo! Calei a boca.


A cidade é linda. Tudo limpinho, tudo certinho e, empatou com a Alemanha, como o país com os boys mais lindos por metro quadrado. Nossa eu chorava demais! Umas praças pitorescas, aquele ar blasé europeu por toda a parte. Bairro com ruas estreitíssimas. Mas ainda tinha o ar de uma grande metrópole com avenidas e edifícios modernos.


Voltei pro hotel passado, dormi por um tempo pra acordar pra night em Varsóvia – que prometia! Sai com o endereço de um monte de lugares. Mas, por ser véspera de domingo de Páscoa, tava tudo fechado ali no centro velho da cidade, que era aonde eu estava. E eu estava indo a pé porque o meu hotel era perto da área gay da cidade (PS: eu sempre fico, acidentalmente, na parte gay da cidade, seria coincidência ou o mundo todo está ficando gay?).


Mas eu não tô deitando não! Eu IA numa balada gay na Polônia custe o que custar! Parei no meio da rua (deserta) e pensei, “por que eu estou aqui andando que nem um besta olhando em mapas da cidade e tentando me guiar se eu sou ryca e phoena?!”. Firme e decidido, dei um sinal pro táxi e falei “me leva em uma balada gay agooooooooooooraaaaaa!”. PAFT! Cinco minutos depois e eu estava na frente do Tora – que eu vim a descobrir que era única balada gay em atividade da cidade.


Entrei linda e o lugar era pequeno. Não tinha muita gente (por causa do feriado) e a música era aquele pop uó. Mas bobagem. Tinham uns boys lindos, mas estavam acompanhados. Começo a dançar linda e o povo passado tentando saber que eu era, de onde vim e o que fazia ali. E o babado de ir em boates estrangeiras é que você sempre será um forasteiro estrangeiro exótico de um país distante e nunca falta assunto. Seja um “que horas são aqui nesse país pra eu ajustar meu relógio com o fuso horário local?” ou “Não falo o seu idioma”. Sempre há algo pra conversar, isso é, se a pessoa falar inglês também. O que não era o caso, porque todo mundo só falava polonês e vinha gente em mim me perguntando coisas e eu lá calado na base da mímica.


Anyway… daí estou dando um close quando uma bibinha gordinha começa a puxar papo comigo. Começo a conversar e, dois minutos de conversa depois, a beesha me vira pra mim e fala: “paga uma cerveja pra mim, por favor! Preciso beber!”. Tão me achando com cara de embaixatriz da boa-vontade?? Se toca e arranja um emprego, queridinha! Virei as costas e fui pra pista. Isso já era umas 4 da manhã e o local estava cada vez mais vazio.


Saio linda da buatchy e, na entrada, tinha umas mesinhas e um boy sentado lá me pergunta se eu era turco. Falei que era brasileiro e resolvo sentar e conversar com o povo que ali estava, tinha bastante gente e ficamos conversando por uma meia hora. Fiz amizade com umas bees polonesas, que foram as que me falaram que a Tora era a única balada gay aberta da cidade. Que existiam festas gays que aconteciam em clubs héteros em determinados dias e que as melhores baladas estavam fechadas. Me despeço das bees e volto pro hotel.


Saio linda de manhã com destino à Praga, na República Tcheca.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Berlin (Parte 3 de 3)

Berlim Day 5

Durmo até de tarde. E a noite promete! Quase rola de ir numa festa techno underground ilegal que ia rolar, mas a polícia foi mais rápida que eu e gongou o bafo antes da minha chegada.

Daí descido ir ao bairro pink de Berlin, Shöneberg - porque se a noite anterior foi fitness, essa noite seria a noite da bateção de cabelo. Pego a minha revista gay alemã (acuendada da portaria do hotel) com todo o roteiro dos melhores lugares com as melhores festas do mês e vou lindamente às 22h da noite fazer o aquecimento no Hafen – o mais famoso bar de Berlim.

Foi surreal! O lugar é pequininíssimo e a música é todo um detalhe. Toca tipo músicas folclóricas tradicionais alemãs, músicas de cabaret no melhor estilo “Raindrops Keep Falling on My Head” e cheguei até a ouvir uma versão surreal em alemão de “A Banda” do Chico Buarque cantada por uma mulher. Fiquei passado!

Tinha muita gente. Só que a maioria era gente mais velha. Tomo dois Redbulls, jogo conversa fora com um povo ali e vou pro bar ao lado. Esse era mais heavy. Tinham TVs passando filmes pornôs SM, uma música mais pop e um dark room. Mas nem fui lá porque não sou obrigado. O que mais me chamou a atenção é que o lugar parecia uma academia adaptada. Tinham vários aparelhos de ginástica utilizados como decoração, incluindo um cavalo vintage de ginástica artística sendo usado como mesinha de centro.

Daí, descubro que tem uma balada babado ali chamada Goya. Num lugar gigante. Chego na portaria e tinha que colocar uma correntinha no pulso. Vermelho se você for ativo, verde passivo, amarela era bissexual e azul era hétero. Não tinha pulseira de versátil! Era oito ou oitenta! Vale lembrar também que a pulseira da passividade já estava quase em falta e a dos ativos tinha uma pilha.

E eu tentando perguntar se era obrigatório usar esse bafo e o boy não entendia muito bem inglês e estava pensando que eu não estava entendendo o propósito das pulseiras. Daí ele falava: “Are you going to fuck or be fucked??”. Achei tenso e pus logo essa pulseira uó.

Adentrei no lugar e era música de viado mesmo. Entrei e estava tocando “Single Ladies”. E tocou todas aquelas músicas uós pops. Mas enfim. Era uma balada bem legal. Tinha um povo bonito. Mas a maioria era feminina. Nesse quesito, a pulseira ajudou bastante porque meio que funcionou como um repelente contra passivas. As bichas chegavam todas simpáticas em mim, olhava pra minha pulseira e já voavam.

Daí me sento no sofá, depois de uma hora e senta um menino lindo alemão do meu lado. Pergunto em alemão se ele falava inglês e o boy não falava. Olhei pro braço dele e ele estava usando umas 3 pulseiras de cores que não conseguia distinguir. Ele se levantou e eu resolvi voar dali e voltar pra pista.

Na pista, um boy começa a me olhar e se aproximar de mim. 0.5 segundos depois já estou arrasando com ele. Ele era um pouco mais velho, uns 38 anos e tinha um corpo do bem. Depois de uns beijos, ele começa a falar comigo em alemão. Quando ele percebe que não falo o idioma, a nossa conversa fica meio na mímica. Apesar de ele falar um inglês basiquinho. Pergunto o que ele faz e ele “POLIZEI”, o boy era policial! Lindamente! Daí o boy policial continua me beijando, se reposiciona atrás de mim e começa a dançar me encoxando! Achei, muito assim, baile funk carioca repaginado! Bafo! Daí fico lá com o boy e ele me pergunta se eu quero ir no banheiro com ele para you-know-what. Olha a minha cara! Falei que não.

Ele também me chamou pra ir na casa dele. Mas fiquei com medo. Primeiro que, sinceramente, eu não estava afim de nada naquela noite a não ser ferver, segundo que, o boy sendo policial, deve ter armas na casa dele. E vai que a coisa fica meio visceral e ele me algema na cama dele? Ou ainda ameaça me matar se eu não fizer um fist-fucking ou algo assim? Achei melhor deixar quieto.

Daí, lá pelas 6 da manhã eu volto pro hotel pra fazer as malas. De manhã, eu pago 9 euros pro taxista me levar na loja de artigos vintage esportivos e a loja estava fechada. Eram 9:30 da manhã e só abriria às 10. Meu trem estava marcado pra sair às 9:50.

Fiquei muito passado de raiva! Foi aí que Santa Cher fez um milagre que atrasou o meu trem em quarenta minutos. Quando eu ouvi o anúncio no PA, eu já estava de novo no táxi e VOOEEI pra loja de artigos vintage esportivos. Estava aberta, morry!

Já chego desesperado pro boy “CASAQUINHO ADIDAS CCCP NOWWWWWW!!” e, para a minha surpresa, o boy não tinha NADA! Tipo assim, ele tinha os artigos vintage, mas era tudo genérico. Não tinha coisas de nenhum país, nem da União Soviética, nem da Rússia, nem nada! Resolvo comprar um casaquinho Adidas vermelhinho vintage basics – que foi o mais próximo que eu cheguei de ter um casaco CCCP e voei de lá, deixando pra trás uns tênis vintage Converse que tinha lá que eram lindos! Cheguei na estação e subi no trem faltando 10 segundos pra ele partir. Juro que foi uma cagada! Quase perdi o trem!

Próximo destino: Varsóvia.

sábado, 2 de julho de 2011

Berlin (Parte 2 de3)

Berlim Day 2

Terça-feira e o Greg foi pra Praga. Me despedi dele (porque também ninguém merece ficar o tempo todo com HT em busca de sexo em plena Berlim) e eu me mudei de hotel pra um mais bem localizado perto das baladas.

Andei linda por Berlim e fiquei passado com o sistema de metrô deles. Não tem catraca e as estações são praticamente desertas. Você vai na plataforma, compra o ticket numa máquina e valida o ticket em outra ali mesmo. Se você não tem um ticket válido e entra no metro, se for pego, paga uma multa de 40 euros.

Berlim Day 3

Quarta-feira chega e eu dou uma perambulada pela parte oriental de Berlim. Bafo demais! Tudo baratinho. Também foi ao monumento dedicado aos judeus mortos no holocausto. É lindo! Aquelas pedras retangulares de tamanhos diferentes. Lindo, lindo!

Daí vejo um menino alemão de uns 13 anos, indo em direção ao monumento e, cinco minutos depois ele saindo de lá aos prantos com o braço todo ensanguentado e com um corte super fundo no ante-braço. Acho que ele tentou pular as pedras e caiu com o braço bem na ponta de uma delas, que são bem afiadas. Foi aí que eu cheguei a conclusão que este monumento não era apenas comtemplativo e sim, um monumento vingativo! Acho que o artista falou: “Vocês alemães mataram meu povo, nean? Agora eu furo vocês!” Bafo! E tem o museu na parte subterrânea que é lindo também.

E, a noite, resolvo ir no Berghain/Paronamabar – que é uma das baladas mais arrasadoras de Berlim. Ficava pertinho do hotel e resolvo ir andando. Não via viva-alma na rua. Sabia o endereço, mas não sabia aonde era direito, como era o lugar – porque todas as baladas de Berlim são nesses espaços dirty, com muros pichados e tudo sujo por fora. Mas ali não havia ninguém. Resolvo voltar pro hotel muito frustrado por estar há três dias em Berlim e ainda não ter ido em nenhuma balada techno-minimal.

Berlim Day 4

Mais um dia de turismo por Berlim. E, dessa vez, vou no Bauhaus Archive Museum. Bauhaus, pra quem não sabe, era uma escola de design alemã bafônica, inovadora e pioneiríssima que existiu entre meados de 1919 até ser fechada pelos nazistas na década de 30.

Eu chorei! Bafo demais. Comprei tanto cartão postal. Foi babado. Daí eu fui no Museu do Cinema Alemão. E lá tinha, simplesmente, a estátua original do filme Metrópolis! Tsá, meu bein! Bafo! E também tinham os vestidos de Marlene Dietrich restaurados por Giorgio Armani – porque ninguém aqui é obrigado!

Depois de sair de lá, soube que ia ter uma balada no Berghain às 18h. Vou lá ver esse bafo. Entro na internet pra achar uma foto do local mesmo e não ficar perdido como no dia anterior.

Chego lá e vejo pessoas. Mas, assim, um povo muito estranho. Um povo rockeiro, não era o tipo de gente que iria pra uma balada minimal. Vou na portaria e o boy me deixa entrar. Chego no balcão e a mapoa me informa que estava tendo um festival de rock que não tinha nada a ver com o Berghain e que era pra eu voltar às 2 da manhã pra programação normal de techno. OK!

Me perco no caminho de volta pro hotel e, quando já estou morrendo de raiva, por estar perdido, um estranho local me chama a atenção; uma vitrine pra ser exato. Vejo centenas de casaquinhos vintage Adidas pendurados na parede. A loja estava fechada, mas leio a placa com o nome da loja; algo assim: Hen’s – loja especializada em artigos esportivos vintage das décadas de 60, 70 e 80. O que, pra mim, seria a mesma coisa que estar escrito: “Loja do Diego – especializada em artigos de design gráfico russo-construtivistas e dadaístas, música eletrônica techno-minimalista, Björk, Apple, ginástica artística e boys”. Chorei demais! Tinha tanta coisa! E, como está escrito na descrição ao lado, o meu sonho é ter um casaquinho Adidas vintage soviético com a sigla URSS em russo: CCCP.

Memorizei o endereço da rua e voltei pro hotel – na esperança de conseguir voltar nessa loja no sábado de manhã – já que o dia seguinte seria sexta-feira da paixão e tudo estaria fechado. Dormi um pouco, troquei de roupa e fui no Berghain por volta de 1 e meia da manhã. Porém, ainda estava rolando o festival e, apesar de eu ouvir batidas techno ao fundo, o boy da portaria, que era um outro, não me deixou entrar dessa vez nem pra conversar com as mapoas do balcão.

Pego o taxi irritadíssimo e sigo pro Watergate. Eu estava planejando ir lá só no dia seguinte, mas resolvi ir nesse dia mesmo. Outro detalhe do Watergate, aliás, de toda a balada bafo de Berlim, é que custa baratinho pra entrar em qualquer uma delas. Mas, não é tão fácil passar pela portaria. Seja quem for e tenha o dinheiro que tiver.

Outro detalhe importante nessa história é que eu estava de all star preto, calça jeans Calvin Klein preta, com uma camisa listrada rosa, que eu comprei num vintage shop, em Berlin Oriental, com a manga dobrada em 3/4 e com uma camiseta preta por cima da camisa, em sobreposição.

O boy da portaria olhou pra minha cara, me mediu da cabeça aos pés e me deixou entrar. Achei luxo, poder e sedução porque conhecia um monte de pessoas super influentes e populares da balada de SP que foram gongadas no Watergate.

Porém, para a minha surpresa, havia um segundo boy controlando a entrada que me disse na lata que eu não deveria estar com camisa, só de camiseta. Que eu estava muito formal e, por causa disso, não poderia entrar. Morry! Juro que morry! Quem ele pensa que é na noite pra gongar o meu modelito?!??!?

Daí um grupo de meninas de Berlim que estavam do lado de fora, me aconselha a tirar a camisa – já que estava de camiseta também e tentar de novo. Elas mesmas estavam esperando um amigo delas, que estava de camisa, voltar em casa e trocar de roupa.

Vou num lugar super escurinho na ponte (a balada fica do lado do rio Spree) e tiro a camisa. Volto de novo na fila e o boy fala que agora eu estava apropriadamente vestido, mas que não me deixaria entrar porque tinha muito homem e estava desproporcional. Que eu poderia entrar somente se eu achasse uma mulher pra entrar comigo.

Volto ao grupo de mapoas de Berlim e peço pra me juntar ao grupo delas. Elas aceitam, o boy amigo delas volta, a gente vai de novo pra porta de grupinho, o boy olha pra nossa cara e deixa a gente entrar. Finalmente!

Entrei e já vi um monte de gente de camisa por lá, ia colocar a camisa de volta, num sinal de protesto moral, porém, estava muito calor e resolvo deixar na chapelaria. Também estava decidido a ficar por meia hora, sair com uma cara blasé e fazer carão pra esse povo uó da portaria.

Mas acontece que a música estava tudo! Tudo!!! Não dava pra sair! E foi lindo! Dancei a noite toda até o sol raiar. Fiquei até 9 da manhã ao som do puríssimo techno minimal.

O que eu não gostei de lá foram as pessoas, alias as meninas que vão lá. Muito carão pra pouca coisa! Um bando de nobodies garçonetes que devem dar horrores pros porteiros do Watergate pra entrar - que não têm um euro pra guardar as bolsas na chapelaria (custa 1 euro mesmo!) e deixam no chão ou ficam carregando e dançando com peso a noite toda. E o pior de tudo – se sentindo as deusas porque estão no Watergate. Teve um monte que pisaram no meu pé e nem pedem desculpa nem nada! Nossa! Eu chutei tanto elas! Empurrei tanta mapoa! Foi babado!

Já os boys são mais simpáticos. Fiz amizade com dois boys lindos de 2 metros de altura de Stuttgart. Lindos, lindos! No final, tava todo mundo louco de ácido, foi bafo! A única coisa uó é que não dava pra saber quem era viado ou não. Lá todo mundo faz uma linha metrosexual-cult, então foi uó pra saber. Mas enfim, não tava nem aí. O importante é que eu fui no Watergate e arrasei.

PS> Eu não tava doido de ácido! rsrs.. aliás, nunca usei drogas, porque eu não sou obrigado!! Consigo lindamente apreciar música eletrônica por horas sem aditivos extras... Of course que um Redbull aqui e acolá ajudou bastante!!!

Eu voltaria lá! Mas, só depois de eu entrar pra máfia alemã do techno minimal e ter clear-entrance pela portaria desses clubs doidos. Porque eu não sou foca amestrada de circo pra pular por arcos de fogo toda vez que eu quiser ouvir músicas afrontes. Ou melhor do que ter clear-entrance pela portaria é entrar pelo backstage e ser pago pra estar lá, junto com o meu repertório exclusivíssimo, of course.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Berlin (Parte 1 de 3)

Trem Paris pra Berlim.


Estou lindamente no trem de Paris pra Berlim – um trem que vira a noite. Estou sozinho numa cabine com 6 assentos e decido ir comprar algo pra comer, porque a fome tava gritando. Na volta, na cabine ao lado, havia uma mensagem em inglês improvisada numa folhinha de caderno aonde se lia: “se você consegue ler isso, por favor, entre porque eu estou super entendiado”. Como eu também estava entediado, fiz a linha social e arrasei na política da boa vizinhança.


Nessa cabine tinham dois meninos e cem garrafas de cerveja vazias. Já cheguei me apresentando e os boys foram muito simpáticos. Eles também haviam acabado de se conhecer. Um deles chamava Eduardo, uns 26 anos, ele era meio italiano, meio alemão, mas morava na França com a mãe e estava voltando pra visitar o pai dele na Alemanha. O outro chamava Greg e ele é um soldado britânico de férias pela Europa. Ele estava aproveitando esse curto tempo livre pra viajar porque ele vai pra uma missão humanitária na ilha de Cyprus por 6 meses pra tentar evitar conflitos entre os gregos e turcos. Detalhe que ele tinha 20 anos, mas eu não daria mais de 14 anos pra ele. Branquinho, loirinho com cara de bebê.


Daí o Eduardo tava super bêbado e foi dormir na cabine dele. E ficou eu e o Greg conversando. Mas assim, foi uma coisa super impressionante porque eu nunca achei que eu teria assunto pra conversar com ele. O Greg era exatamente o oposto de mim! Ele era hétero de tudo, não tínhamos os mesmos gostos pra nada. Mas, de algum jeito, o papo fluiu a noite toda. Ficamos conversando até umas 4 da manhã. Outro detalhe: ele não catou que eu era gay e até hoje ele pensa que eu sou hétero. Tentei entrar meio no assunto, mas, quando eu comentei que teve um cruzeiro gay no navio que eu trabalhava, ele fez uma cara, que eu achei melhor deixar quieto. Chegamos em Berlim e o Greg resolve ficar um dia lá – ele ia direto pra Praga, mas mudou de idéia.


Berlin Day 1


Chegamos em Berlim às 10 da manhã de uma segunda-feira. Nos despedimos do Eduardo e eu o Greg resolvemos procurar um hotel juntos. Achamos e dividimos um quarto. Depois de um banho purificador, resolvemos sair e explorar a cidade.

Já me deparei com um pedaço do Muro de Berlim e já arrasei nas fotos. E eu passado com a masculinidade do Greg porque até o jeito dele andar era hétero. Ele andava pesado, não sei explicar direito. Daí fomos no Reichtag, que é um palácio do governo chiquésimo. Fomos andando por Berlim e eu fiquei passado com esse lugar! Que cidade linda! Que cidade organizada! As ruas são largas e espaçosas – então não tem trânsito. E dá pra estacionar o carro com 2 metros de espaço entre um e outro. Não é uma cidade super populada, então não tem muvuca nos transportes públicos. Daí, fomos procurar o bunker do Hitler. Achamos, e foi meio uó – porque o lugar subterrâneo foi soterrado. Então é só um buraco cheio de areia no chão com uma plaquinha explicativa suja.


Daí fomos noutro lugar chamado Checkpoint Charlie. Ali era um lugar “neutro” entre berlim oriental e ocidental. E era lá que os americanos e soviéticos batiam boca e lavavam roupa suja! E lá também tinha uma barraquinha vendendo artigos soviéticos como broches, bandeiras, chapéus. E o Greg, como bom soldado britânico, passado comigo arrasando na linha soviética! Mas eu expliquei pra ele que era mais um lance estético do que político. Também tinha uns uniformes do exército soviético. Mas eu achei brega. Pareciam as roupas do Michael Jackson. Se ainda fosse um casaco tipo sobretudo vintage da KGB, aí seria uma outra história.

Fomos numa avenida ali no centro e meu coração parou – uma loja da TASCHEN – que é uma editora de design bafônica. E tudo baratinho!! Os livros que no Brasil custam 100 reais, lá eu achei por 7,90 euros! Achei emoção pura!


E foi aí que nos deparamos com uma loja de CD e eu entrei linda. Mas cadê a sessão de música eletrônica, Berlim? Eu tentando achar o babado e só via uns gêneros pantaneiros. Daí resolvo perguntar pra alguém que trabalha lá e ele fala: “a sessão de música eletrônica fica naquela sala ali, querido”. E era uma sala mesmo! Uma sala gigante só com música eletrônica! Morri demais! Tudo que eu procurava eu achava. Resolvi comprar só uns 3 CDs do Trentemøller um single rarésimo do Portishead e voar de lá antes que eu deixasse até as roupas naquele lugar e tivesse que dormir debaixo da ponte com uma pilha de CDs de techno embaixo.


Voltamos pro hotel, dormi de tarde e saímos pra noite. Daí fomos peregrinando de bar em bar, se jogando na noite. E o Greg atirando pra todos os lados e eu linda lixando a unha com um Redbull ao lado. E eu todo simpático com os boys alemães lindos que ali estavam e eles jurando que eu era britânico por decorrência do meu inglês fluentérrimo (by the way, nessa viagem eu fui britânico, americano, canadense, espanhol, italiano e turco)! Babado!


Daí nos sentamos com duas meninas alemãs que estavam fazendo mestrado em neuro-cirurgia e tinham a minha idade. Fiquei passado. E , de novo, as rachas jurando que eu era britânico. Bafo demais. E elas eram umas fofas. E, depois de uma hora, elas voaram e eu e Greg também. Daí vinham as putas alemãs em cima do Greg (porque eu acho que elas cataram a minha linha rosa-choque) e o Greg “quanto você me paga??”. Nossa! Já tava vendo a hora que a gente ia tomar uma giletada das putas.


Mas enfim… a noite foi meia-boca. Mas foi engraçada.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Paris

De Madri, eu peguei um trêm noturno pra Paris e cheguei lá às 7 da matina... Já sai da estação e tava na cara do rio Sena... atravessei a ponte e achei uma cafeteria babado aonde eu comprei o meu cafe bafonico francês tradicional de chocolate quente, baguete com manteiga, croissant, suco de laranja e geléia de pêssego caseira.

Achei um hotel babado do lado da rua Les Archives, que é o ponto gay de Paris.. Deixei minhas malas, tomei um banho e dei close pelo museu George Pampidou, dei close pelo Louvre., bati um papo com a Monalisa. Dormi a noite e acordei as 23h pra night... Dou um close pela rua les archives e não vejo nada demais... passo pela rua e ouço duas meninas lésbicas conversando em português! Nem deu outra.. me joguei na conversa, eu: "vocês são brasileiras??!! Desculpa me intrometer mas posso ficar aqui um pouco com vocês dando um tempo??" e elas: "claaaaaaaro, gato! Se jogaaaaa! Fica com a gente que você brilha!!". E foi bafo! 15 minutos depois e já éramos amygaaas de infância! Daí chega duas bixinhas amigas das mapoas: uma francesa ruivinha super fofa… e uma era negona… da Nigéria, muito afrontosa.

Nos apresentamos e a conversa começou a rolar em francês, inglês e português! Torre de Babel perde! Daí as mapoas iam pra uma balada eletrônica com a DJ alemã Ellen Allien.. quase que eu fui... mas elas estavam com nome na lista e eu não sabia quanto era.. achei arriscado e pensei logo comigo que vou ouvir muito minimal tech em Berlin...

Troquei facebook com as mapoas e resolvo ficar com as duas bees. Paris é bafo porque você entra nos lugares e não paga... só o que beber... e, como todos os bares fica um do lado do outro, você vai mudando de ambiente várias vezes.

Fomos pra um bar chamado ILoveDJ. O DJ tocou de Michael Jackson, Lady Gaga até Madonna... Juro que ouvir "Vogue" em Paris é uma experiência única!! Foi close... Mas o lugar era um cubículo e a pista era no porão... Foi luxo! Ainda encontrei com uma bixa brasileira chamada Leon que está estudando em Paris e, quando viu que eu era brasileiro, me abraçou, apertou e me chacoalhou!

Adorei a vibe de Paris... Estava esperando que as bees francesas fossem todas carudas mas todas eram muito simpáticas... fofíssimas mesmo! Dava pra conversar com todo mundo ali. Duas horas de bateção de cabelo e fomos pra outro bar que eu esqueci o nome. Lá tinha um povo mais bonito.. sentamos numa mesa e começo a bater papo com um holandês LINDO que chamava Jeller. Mas lindo mesmo!! Alto, loiro de olho verde! E papo vai, papo vem e o boy é engenheiro químico que estava em Paris fazendo um curso de 5 dias. Já foi pro Brasil também com os mesmos propósitos e eu loca do edy neannnn??

E daí começa a vir mais gente na mesa e as conversas vão fluindo... Começo a falar com outra bee chamada Jean que faz documentários! A bixa deve ter a minha idade... ou uns 2 anos mais velha e viaja o mundo todo a trabalho - também já foi pro Brasil. Daí ela me fala assim: " eu era cortador de grama, daí decidi parar e fazer faculdade de ciências políticas; fiz na universidade de paris e tenho dois mestrados". Nussss.. achei muito basics!

Também chega outra bee francesa chamada Phillipe que não falava muito ingles... E nunca tinha falado com estrangeiros antes.. então, quando ela viu que eu entendia o que ela falava, a bixa ficou tão feliz que eu entendia tudo que ela não largava mais de mim... queria conversar e por o inglês dela em prática.. e eu lá lindamente! Daí a bee até me convidou pra fazer um picnic às margens do rio sena no dia seguinte.. mas não teria tempo...

Nisso o Jeller desse pra pista e eu vou atrás... Tento chegar nele, mas tava lotado o lugar e não conseguia passar... até chegar nele; ele pega uma bixa francesa uóoo... mas tipo assim.. a bixa era feia! Magrela... nossa.. fiquei passado... mas, assim, eles não ficaram de casalzinho... foi um beijo e au revoir!

Nos encontramos no bar de novo e me lembrei que tinha deixado a carteira na chapelaria com o meu casaco... O Jeller me oferece pra pagar um Redbull.. super simpático. Daí a gente conversa mais e sinto uma mão boba na minha cintura... e eu, coloco a mão no peito dele.. e todo aquele flerte... dae ele comenta que o bar man era muito bonito e eu "mas você é mais!!" e ele ri.. mas tipo assim... não tava rolando nada a mais que flertes... ele parecia meio distraído, disperso.. não sei se ele tava querendo ficar comigo;... ele me diz que vai no banheiro.. mas eu nem esperava que ele voltasse...

Fui dar close com as bees no bar de novo... E já tava ficando meio enjoado da balada (eram 5:30 da manhã). Ainda dou uma volta pra tentar me despedir de todo mundo e o Jeller já se atracando com o trigésimo boy da noite.. achei meio uó. Resolvi pegar meu casaco e voar dali.

Me despeço de todo mundo e vou caminhando até o hotel. A balada foi ótima. Só teria sido melhor se eu tivesse arrasado com o boy holandês. Não muito por causa do boy em si, mas fiquei arrependido de não ter sido um pouco mais "atirado". E fiz um pacto comigo mesmo que, nas outras boates que eu fosse nos outros países eu tenho que mudar de atitude urgente!

Já era de manhã e ainda não havia decidido pra onde ia... Me deu na telha ir pra Berlin... comprei meu ticket de tarde.. daí fui dar close na torrei Eiffel, Champ-Elysses e no Arco do Triunfo.. Voltei pra estação e peguei o meu trem pra Berlim.

sábado, 28 de maio de 2011

Europa, Here I Come!

Bom, como eu contei antes, estava trabalhando num navio em Los Angeles e fui transferido pra fazer o restinho da temporada brasileira num navio aqui em Santos. Pensei comigo que eles iriam me desembarcar antes do navio ser reposicionado pra Europa. Que eu iria sair no Brasil ainda.

E não é que eles me falam que eu fico até o primeiro porto europeu – em Tenerife, na Espanha. Eu disse “O queee???? Eu vou ficar 6 dias consecutivos no mar pra depois pegar um vôo sujo de 10 horas de volta pro Brasil direto?????? Nuncaaa! Já que estou na Europa, vou tirar pelo menos umas 3 semanas por aqui”. Porém, a cia não queria mudar a data da minha passagem, que já estava comprada. Ou seja, teria que eu mesmo ir até o balcão da cia, no aeroporto, e mudar por mim mesmo.

O navio chega em Tenerife. Saio do navio para ir pro aeroporto. Vem comigo dois engenheiros maravilhosos que também estavam desembarcando: um sueco e um croata de, pelo menos 2 metros de altura – sério! A cabeça dele fica a um centimetro do teto no navio e ele mal cabia no taxi! Bafoooo! Fomos nos três lindamente no taxi!

Chegamos no aeroporto e já corro pra loja da Iberia me informar sobre o basfond. O boy croata me fala que vai ficar ali fora fumando e já volta – achei um luxo ele pensar que tem que me dar satisfações!

Eu tinha um vôo de Tenerife pra São Paulo com conexão em Madri. Daí eu descubro que não posso mudar a minha passagem de Tenerife pra Madri. Mas que poderia mudar de Madri para São Paulo – só teria que comprar uma outra passagem separada pra sair de Tenerife. Achei bafo!! Chorei e já fui me informar sobre quanto custava a passagem: 140 euros! Linda!!! Sai correndo que nem um louco pelo aeroporto pra trocar dinheiro! Porque tinha um vôo saindo em 20 minutos! Drama, drama, drama!

Troco 500 dólares e volto na Iberia, troco a minha passagem e a mapoa me emite um bilhete novo para 5 de maio de Madri pra São Paulo. Daí ela pega o meu flight plan emitido pela minha companhia e fala “ isso aqui agora é inútil!”. E amassa o papel e joga no lixo como se fosse uma cartinha suuuujaaaa! Achei poder e glória!

Depois vou em outra companhia aérea, porque Iberia tava metendo a faca e compro uma passagem suja pra Madri. Saio correndo lindamente pelo aeroporto sem ao menos me despedir dos boys engenheiros! Não havia tempo!

MADRID!!!

Chego em Madrid, desço, pego a minha mala e cadê a imigração Brasil???? E a receita federal???? Você sai do terminal de embarque direto pra porta da saída! Em 15 minutos eu tava lindamente dentro do metrô de mala e cuia!

Já estava ficando tarde e resolvo ir no hotel management do aeroporto e reservar um quarto... porque eu não sou obrigado a ficar no aeroporto o tempo todo... Estava pensando em ir pra Paris... mas estava muito tarde.. não queria chegar de madrugada... daí cheguei e falei "me vê o seu hotel mais barato"... Já que eu só queria um lugar pra passar a noite! Paguei 50 euros lindamente e eu imaginando que era um mukifo...

Porém, para a minha surpresa, o hotel fica na avenida do Museu do Prado... no segundo andar de um edifício antiguíssimo restaurado!! No quarteirão aonde tem uma loja Rolex! Com um monte de prédios e praças lindas ao redor...Morryyy!!! Só não tirei foto na hora porque tava de note!

Detalhe que o boy do aeroporto que bookou o hotel pra mim olhou pra minha cara, viu o glam e me colocou num hotel em uma área gay. Eu não sabia! Sai do hotel super com cara de sonso procurando um lugar pra comer e pergunto pra mapoa que trabalha no restaurante aonde tinha clubs legais... e ela me explica de todo o babado gay e eu saio pra dar close... como era uma quarta de noite, tava meio parado... mas nem entrei em lugar nenhum porque eu nem tava montado... nem nada... não estava muito bem vestido... nem esperava encontrar todo esse bafo.

Voltei pro hotel, dormi, amanheceu e fui explorar as imediações. Tomei café da manhã numa padariazinha suuuuja em Madri.. E, depois do café, dou dois passos e me deparo com o Starbucks e me mato de raiva de não ter visto-o primeiro... Dou mais dois passos e encontro a Zara (tava fechada porque eram 9 da manhã e só abriria às 10); dou mais dois passos e outro Starbucks, mais três passos e a Benneton, mais quatro passos e a Fnac, outro passo e a Desigual, outro e a H&M, mais um Starbucks! Morri demais e fiquei ansioso pra voltar. Mas não tinha tempo porque tinha que comprar minha passagem pra Paris.

PS> como tem homem lindo em Madrid, meu deuuuussssssss!! Chorey demaissssssssss!!!!

E me aguardem porque isso não é um babado! É uma colcha de retalhos gigante!!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

European Tour

Desculpem-me a demora em atualizar essa budega, mas eu não sou obrigado! Estava de férias na Europa, mochilando sem rumo por vários países, e todos os detalhes das minhas aventuras (as quais não foram poucas) serão contadas nos próximos posts, assim que me der menos preguiça de escrever porque, novamente, eu não sou obrigado!

sábado, 12 de março de 2011

Tsá????

Olá para todos.

Sei que eu estou muito sumido do blog, mas me deu uma preguiça aguda muito forte! Não é nem por falta de tempo; já que trabalho menos ainda do que eu trabalhava no outro navio – este navio é bem menor, portanto, menos coisas pra fazer.

A vida por aqui tá meio parada. As pessoas desse navio não são tão legais como a do outro que eu tava, mas, a gente vai levando. Têm algumas pessoas muito simpáticas e, como falta exatamente 4 semanas pra eu voar daqui, nem estou tentando me preocupar muito com isso.

O meu itinerário é a costa brasileira e, definitivamente, já estou começando a pegar raiva do Brasil! Ahaha… Uma situação inusitada que aconteceu é que eu fui cortar o cabelo aqui num shopping de Santos. Era um salão bem “moderno” e, por conta disso, o corte ficou 40 reais! – PS pras mulheres: corte masculino a esse preço é um pouco salgado!

Mas OK! Fui cortar o cabelo e, para a minha surpresa, era uma traveca negona chiquéeerrima que iria cortar o meu cabelo! Achei um luxo! Ela tava toda montada, cabelo impecável, sapato com um salto gigante. Achei basics. Adoro essas quebras de paradigmas. Ela se apresentou e começou a passar máquina no meu cabelo.

Não sei se o boy dela brochou, se venceu o crediário das Casas Bahia ou se a vendedora da Avon veio cobrar mais cedo, mas a bicha estava com um super mal humor e descontou no meu cabelo! Ela passava aquela máquina com uma má vontade… E eu tentando falar pra ela ir com mais calma e a bicha não me ouvia! Eu fiquei chocado! Ela me machucou! Nunca mais volto nesse salão. Mas, pior que isso, fiquei decepcionadíssimo com a atitude da bee! Já pensei que a gente ia ferver horrores, que a gente ia fritar, trocar Facebook e MSN! Mas nem rolou!

E isso me lembrou de uma outra bicha trava que morava no meu bairro! Ela sim era um luxo! A nervosa trabalhava num salão chiquérrimo em São Paulo, daí ela se mudou pro meu bairro em Guarulhos e abriu um pequeno salão de cabelereiro na esquina da minha rua.

Era uma coisa bem simples, mas, a nervosa trouxe toda a clientela dela do salão que trabalhava e, em seis meses, a beesha já se mudou pra um lugar maior na mesma rua e, depois de um ano, pra um casarão, ainda no meu bairro, mas numa parte mais nobre.

E a bicha era muito nervosa! Ela pintou o casarão de rosa choque pink! E ia no mercadinho e na padaria com uns vestidos esvoaçantes e cores berrantes. E o povo todo chocado. Mas ninguém se atrevia a falar nada na cara dela porque ninguém era besta, né? E eu achava o máximo porque ela não tinha o menor medo de ser ela mesma.

Daí, certo dia, na padaria, eu estava atrás dela na fila. E ela estava com um boy amigo dela. Começamos a bater papo e, sempre que a via, a cumprimentava. E teve um dia que esse boy amigo dela queria o meu telefone e ela veio me pedir. A bicha era muito afronte! O boy nunca me ligou, mas sempre fazia questão de cumprimentar essa loca. E cada dia que passava, ela fazia uma intervenção cirúrgica diferente. Teve uma hora que a bixa já tava a cara da Christina Aguilera!

Depois ela se mudou, acho que pra um lugar ainda maior. Mas foi pra bem longe e nunca mais a vi. E, por causa dessa bicha afronte que a minha experiência traumática com travecas cabelereiras não será afetada jamais!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mariner Season Finale

Olá para todos. Muita coisa aconteceu desde a última vez que atualizei esse blog. A notícia mais importante de todas é que não estou mais a bordo do Mariner of the Seas. Estou de volta ao Brasil, embarcado no Vision of the seas e fazendo o roteiro Santos-Rio de Janeiro-Salvador-Búzios e Ilhabela. Era pra eu terminar este contrato dia 16 de janeiro e ir embora de férias, mas, eles me estenderam até abril deste ano. Na verdade, eles me perguntaram antes de fazer isso, e eu disse que sim - já que não tinha marcado nenhum compromisso durante as férias e estava super descansado.

O meu chefe, aquele americano estressadíssimo, continuou estressado, mas, no final das contas, a gente sempre se deu bem e tudo terminava bem. Nunca vou esquecer de um dia que ele pegou o carro pra ir comprar aparelhos na BestBuy, em LA e me chamou pra ajudá-lo. Ele estava dirigindo e deu uma freiada brusca e, instintivamente, estendeu o braço dele na minha frente pra evitar que eu batesse a cabeça no vidro (apesar de eu estar com o cinto de segurança) - acho que só a minha mãe que fez isso por mim. Ele foi embora um pouco antes de eu ir embora também e eu sei que ele me quer bem - e o desejo é mútuo.

Também fiz um grande amigo da Sérvia - que o navio inteiro pensa que a gente era namorado; mas não rolou nada além de amizade. Até mesmo porque ele tem namorado lá na Sérvia e eu não mexo com gente comprometida - não faz bem para o meu carma cósmico. Mas sinto saudades de conversar com ele. E, duas semanas antes de eu ir embora, o Brian - o manager do bar, voltou pro navio. Mais lindo, fofo e gentil do que nunca. Muitas saudades dele. Pena que não deu pra matar as saudades por muito tempo… :(

Desembarquei em Lima, no Peru (que é um lugarzinho sujo) e, depois de 10 horas plantado no aeroporto, voltei pra São Paulo, aonde pegaria o navio no dia seguinte. A compania me colocou num hotel em Guarulhos - minha cidade natal; e é claro que eu me joguei lá numa suíte de luxo com diária de 700 reais; achei muito digno. Revi a família, e fiquei um pouco em casa, mas, tava tão calor, meu quarto estava tão quente e tão abafado que eu fiquei muito feliz de estar num hotel e não precisar aparecer em casa pelos próximos 2 meses mais quentes do ano.

Voltei a ter reais na carteira, comi laranjas que realmente tinham gosto de laranjas; bebi guaraná antártica e, o mais importante de tudo, na hora que desci pro café da manhã no hotel, me deparei com uma bandeja com dezenas e dezenas de pães de queijo! Verteu uma lágrima do meu olho e matei as saudades dessa iguaria tão rara fora do Brasil.

Quanto ao Vision, ainda não tenho uma impressão formada sobre este navio. É um navio bem antigo, tudo caindo aos pedaços, apesar de ter muitos brasileiros trabalhando aqui, poucos são simpáticos; muito viado querendo aparecer, muita bixinha querendo fazer carão. Estou me adaptando ainda ao fuso horário local e passei os últimos dias dormindo e tentando me ajustar ao calor intenso que faz aqui.

Não comentei direito sobre os últimos 3 meses a bordo do Mariner porque, na verdade, não houve muita coisa pra comentar. Era a mesma rotina sempre. Assisti séries completas do começo ao fim, escutei muita música, toquei bastante de DJ nas festas, fiz amigos, me estressei bastante, chorei muito na minha cabine, mas muito mesmo… Me diverti demais e sempre lembrarei do Mariner com muito carinho.

E o melhor momento do Mariner foi no meu penúltimo dia a bordo; que teve uma festa fechada pra tripulantes na Dragon's Lair - a boate principal do navio e o DJ me deixou tocar por uma hora - a pista foi no chão e eu fechei com chave de diamantes a minha temporada de seis meses e meio no Mariner of the Seas. Minha marca foi deixada naquele navio; prova disso foi eu almoçando com uns novatos brasileiros que tinham acabado de chegar e, ao mencionar que estava indo embora em alguns dias, um deles me fala: "ah! então você que é o famosão que está indo embora em Lima!". Parafraseando a minha saudosa amiga Pat Camargo, respondi:

"Olha, eu não queria me gabar, mas, já que você perguntou…"

Rsrsrsrsrs

Beijos

sábado, 8 de janeiro de 2011

Atlantis (Parte 2 de 2)

Ain… Desculpem o sumiço! Foi uma mistura de preguiça com ócio! Aliás, feliz ano novo pra todos. Também estava esperando pegar umas fotos com um amigo pra atualizar este post, mas tô sem paciência. Vou postar o post (que foi escrito há meses atrás) e depois eu posto as fotos do Atlantis no meu facebook!


Dia 4 - Mazatlan


Novamente, dormi de dia pra só acordar de noite. Desta vez, teve a festa "Leather Fetish" ou "Fetiche de Couro" em bom português. Já nos jogamos na festa no pool deck. Batemos cabelo horrores. E fizemos amizade com uma beesha que estava com uma bota de couro com salto plataforma gigante… Nem preciso falar que dois minutos depois, a minha amiga bee já deu a elza na bota e já estava desfilando pelo deck de salto. E todo mundo passado…


Daí, descemos pra boate do navio e foi a minha vez de experimentar a bota. Detalhe que eu nunca andei de salto alto na vida. Coloquei a bota e a beesha me deu um empurrão. Resultado: aprendi a andar de salto alto em 3,2 segundos (porque cair do salto, jamais!). Me senti um passarinho aprendendo a voar, que a mãe joga do galho mais alto da árvore! Babado! Já arrasei. Achei elegante andar de salto. Acho que é um talento adormecido que eu não sabia! E é claro que eu tirei foto de salto alto!


Enfim… Nesta altura, eu já estava 20 cm mais alto e passa um boy hetero que trabalha na parede de escalada… Uma graça! Já chego nele e começo a desabotoar a camisa do boy (detalhe que eu já tirei a roupa, dançei e fui encoxado por praticamente todos os héteros arrasadores desse navio, rs). Foi muita dignidade! Também fiz amizade com umas bees de San Diego, fofíssimas!


Dia 5 - Puerto Vallarta


Neste dia, teve a festa "90 Diva's Party" no pool deck. Ou seja, só as divas dos anos 90: Whitney, Cher, Madonna, etc… Foi luxo, poder, sedução, magia e riqueza. O povo do navio tudo passado porque eu sabia dublar, literalmente, todas as músicas da festa.


Então, lá pras 3 da madrugada, eu resolvo descer pra boate do navio e ver como está o movimento. Chego na porta, e já ouço a música baixinha e dou meia volta, detalhe que tinha dois seguranças do navio dentro da boate, saindo pela porta. Ando tranquilamente da boate até a minha cabine. Dois segundos depois, o telefone toca. Era meu amigo bar-server: "Diegoooo.. o que você fez??? Tem uns 4 seguranças atrás de você!!!! Eles estão tudo correndo!". Fiquei trege! Como assim, Brasil???? Acho que os seguranças pensaram que eu dei meia volta por causa deles. Deviam ter pensando que eu tava bêbado, ou usando drogas e tinha algo pra esconder. O que eu sei é que eu não corri… Saí tranquilamente de lá até a minha cabine. E, no final, não pegou em nada. Mas foi tenso os seguranças atrás de mim.


Dia 6 - Sea Day


Fui assistir ao show dos dançarinos e cantores no teatro. Como só tem viado no elenco, nem preciso dizer que todo mundo se jogou! Eles fizeram uma apresentação especial e trocaram os papéis das meninas pelos meninos. Teve de tudo: os dançarinos dublando as vozes das cantoras. Simulação de sexo oral e até uma bixa de salto alto fantasiada de Carmen Miranda, dançando "Viva, Las Vegas". Foi choque!


E, a noite, teve a festa principal: a White Party! Novamente, tive autorização do cruise director pra me jogar na pista de dança! Bati muito cabelo! Me acabei na festa. Mas me comportei direitinho! Não fiz nada demais! A não ser umas apalpadas levemente inapropriadas no técnico de som hétero peruano fofíssimo que também estava na pista dançando com uma racha do SPA.


Dia 7 - Sea Day


Não fiz praticamente nada. Porque não teve mais nenhuma festa neste dia. Mas teve uns shows de stand-up comedy ótimos que eu assisti. Também aproveitei o dia pra descansar e recuperar as energias da maratona de festas. Foi close, tumulto e poder! E do Atlantis, só restou as saudades! Porque tudo voltou ao normal na semana seguinte e não era a mesma coisa.


Cadê a música afronte?

Cadê as baladas que viram a noite?

Cadê os boys??


Fin