quarta-feira, 21 de abril de 2010

Nina, I love you!!

Pra quem não sabe, eu batizei o meu iPod de Nina – em homenagem à grande cantora de jazz Nina Simone; que eu amooo de paixão! A Nina é a minha companheira nos meus intermináveis vôos com horas de duração; em escalas doidas em aeroportos; em viagens de ônibus, metrô e caminhadas. Enfim, aonde eu estou, Nina está comigo.

Quando eu comprei a Nina, durante o tempo que eu trabalhava no navio, eu estava sem computador e, por conta disso, não conseguia colocar nenhuma música nela até eu por as mãos em um computador com iTunes de um colega de trabalho meu. Ou seja, no primeiro dia que tive Nina, eu só pude jogar os joguinhos que vinham na memória. Um quiz de perguntas e respostas no estilo de “Show do Milhão” sobre música e tinha também paciência.

As perguntas do quiz eram muito sem noção! Do tipo, “quando se compra um piano, qual o número de vezes que ele precisa ser afinado no primeiro ano?”. Eu achei uma chatice... paciência, então, nem tenho paciência!!! E essa foi a última vez que acessei esses jogos.

Quase um ano e mais de 70 Gigas de música depois; eu resolvi acessar estes jogos hoje, porque estava entediado e sem nada pra fazer! Quando começou o quiz, tinha perguntas do tipo “quem fez essa música que está tocando?” ou “de que artista é esta capa de álbum?”. Eram perguntas sobre as MINHAS músicas!!!!! Da minha lista!!!!! Fiquei muito passadoooooo!! Treeeeeegeeeeee!! Quase morri do coração!! Porque, diferente da outra vez que eu joguei, eram sobre as coisas que eu entendia, ou não! Pois Nina é muito esperta e incluiu álbuns de música eletrônica abstrata que eu nem cheguei a ouvir direito ainda! E fazia perguntas “de que ano é essa música??” Várias pegadinhas!! E, sem contar, que eu ainda me deparei comigo mesmo e uma de minhas músicas em uma das perguntas! Pela primeira vez, consegui chegar até o fim do jogo.

E, pra fechar com chave de ouro. Eu finalmente consegui terminar um jogo de paciência!!! Depois de décadas tentando jogar esse maldito jogo! Eu estou passado!!! Hoje é um dia histórico!! E devo tudo isso à Nina! Que sempre me proporciona momentos tão agradáveis! E, agora, além de escutar música e ver vídeos, estou viciado nesses jogos!!!! Por isso, Nina, I fucking love you!!!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Teen Cribs

Eu sou uma pessoa totalmente desprovida de inveja. Me considero uma pessoa criativa, sou cercado por ótimos amigos e sei muito bem o que quero pra minha vida: o rumo que ela tem que tomar, meus principais objetivos e o que eu quero conquistar. Muito em breve começarei a trabalhar em um ótimo emprego (uma longa história para um próximo post); ganhando um ótimo salário e também não sinto nada mais do que alegria e felicidade pelas conquistas tanto pessoais e profissionais dos meus amigos.

Porém, ao assistir ao programa “Teen Cribs” na MTV, esse sentimento chamado inveja começou a se aflorar em minha pessoa. Pra quem não sabe, esse programa é inspirado no “Cribs” que, por sua vez, é um show que mostra as mansões de artistas e celebridades. Mas, no “Teen Cribs” essas celebridades são substituídas por pré-adolescentes e adolescentes – aparentemente com uma vida normal; filhos de arquitetos, advogados ou empresários bem-sucedidos.

Quando eu assistia ao “Cribs”, pagava um pau pras casas das celebridades. Porém, eu também pensava comigo: “nossa, essas pessoas têm uma casa linda, mas, com tantos compromissos e turnês, nem deve dar tempo de aproveitar muito” ou “eles devem sair pra ir pra piscina e já deve ter um paparazzi pendurado na árvore pra tirar fotos comprometedoras” ou ainda “putz, esse cara teve uma vida super difícil quando era criança, morava no mesmo quarto que seus 7 irmãos, sofreu muito na vida! Ele merece uma casa dessas”. Ou seja, havia um certo equilíbrio cósmico que me impedia de sentir inveja por essas pessoas.

Mas com o “Teen Cribs”, esse equilíbrio foi totalmente abalado! Porque esses adolescentes não são celebridades! Não são pessoas conhecidas no mundo pop! São pessoas que vivem uma vida normal, sem maiores preocupações, em casas dignas de botar qualquer casa de celebridade no chinelo. E não é só o tamanho ou o conforto do lugar que dão inveja; e sim, que essas casas têm coisas super extravagantes dignas de ter nas casas de qualquer artista famoso: eu to falando de SPAs, bares, quadras de tênis, piscinas gigantes, lagos artificiais lindos, closets do tamanho de um apartamento, restaurantes particulares em estilo vintage dos anos 50, armários com fundo falso para quartos secretos, salas de cinema com poltronas reclináveis.

Gente! Eu vi um programa com uma menina que tinha o seu próprio teatro particular pra fazer peças de brincadeira com as suas amigas! Mas, assim, um teatro mesmo!! Com palco, cortina, poltronas pra platéia e até camarim com figurinos de princesas. Vocês estão entendendo o nível de piração da coisa?? Quando eu era pequeno, eu SEMPRE quis ter um teatro só pra mim! Até ficava imaginando como seria. Iríamos comprar o terreno ao lado, construir o teatro e colocar uma porta ligando ele com o corredor da minha casa. E o teatro que eu tinha em mente era bem menor e bem mais simples do que o da menina.

E, como eu disse, são pessoas normais! Que têm uma vida normal! Mas uma vida com muito dinheiro e com uma casa afrontosíssima digna de qualquer mega celebridade! E o pior: eles já nasceram com tudo isso dado de bandeja! Como não sentir uma pontada de inveja desses adolescentes??! Hein? Hein?!!

#muitamágoa!

sábado, 3 de abril de 2010

Parte 2

Escrever a história do post anterior, acabou me deixando um pouco saudosista e nostálgico! Acabei me lembrando de uma outra história hilária que aconteceu mais ou menos na mesma época e também se passou em uma festa de aniversário.

Um amigo chamado Rafael convidou o ficante dele, meu primo e a mim para a festa de aniversário de uma amiga dele da faculdade. Detalhe que essa amiga dele era riquíssima e a festa aconteceria em um buffet aqui em São Paulo.

Chegamos na festa e, ao contrário da nossa aventura em Jandira, esta superou nossas expectativas. Doces e outras guloseimas dos mais variados tipos estavam espalhados por todo o recinto. Além disso, tinha uma cama no meio da pista de dança! Achei close!

Outro detalhe é que nós éramos os únicos desconhecidos da festa. Óbviamente, por se tratar de uma festa aonde quase todos os convidados eram amigos ou parentes da menina, todo mundo já estava enturmado. Porém, a aniversariante foi uma fofa com a gente, super simpática; e foi por insistência dela que o Rafael nos chamou, no melhor estilo “trás os seus amigos bibinhas pra minha festa, hein, gato!?”

Mais um detalhe é que a gente era meio que apresentado assim: “esses são os amigos gays do Rafa!”. Em cinco minutos todos os convidados já nos conheciam como o “grupinho gay” da festa.

Depois de um tempo, chegou no buffet um outro grupinho de gays acompanhados com amigas descoladas. Como o primeiro extinto das gays é fazer carão quando vê um outro grupo de viados no mesmo lugar, isso foi exatamente o que aconteceu. Os dois grupos de gays arrasando no carão!

Em um certo momento, meu primo, eu, Rafael e o ficante dele fomos pro banheiro se olhar no espelho! Três segundos depois, os outros gays invadem o banheiro e já entram falando “Nhaaaain, kiereeelhoo?!?! Quem são as senhoraaas??!?!? Arrasaram no modelão! Que baladas vocês freqüentam?!?!”. Não só as bibas entraram, como também as amigas descoladas – detalhe que não era um banheiro unisex a lá Ally Macbeal! Era o banheiro masculino!

E como racha descolada não pode ver biba que já sai batendo as asinhas, elas começam a falar pra gente: “ainnnn.. eu amooooo os gaaaaaaysss!!! Vou toda a semana pra The Week!!!”. Detalhe que eu não abri a minha boca direito! Tava super blazé, mais entretido em olhar pro espelho. Neste momento, como que se não fosse o suficiente, entra um hétero bombadinho amigo das bibas que, além de ter sido assediado por elas, ainda mija no mictório tranqüilamente, como se nada tivesse acontecendo em sua volta.

Neste ponto, já haviam umas 30 pessoas dentro do banheiro masculino! Quase uma sub-festa underground ilegal paralela rolando! E aí que entra um dos managers do buffet, depois de reclamações sobre o barulho no banheiro, e expulsa todos de lá! Mas assim, de um jeito grosso mesmo, sabe? “SAIAM DAÍ! VAMOS! CIRCULANDO! CIRCULANDO!”. Sim, gatas! Eu já fui expulso de um banheiro de buffet em uma festa de aniversário!

Foi uó! Depois dessa, cada grupo de gays foi para um lado da festa. Foi aí que o DJ me resolve soltar uma maratona de hinos gays, começando com YMCA, passando por Macho Man até It’s Raining Men – quando tocou esta última, meu primo e o ficante do meu amigo simplesmente abriram a pista e as duas dublaram a música em uma espécie de pocket show de drag-queen. Todo mundo parou de dançar pra olhar a performance! Eu preferi ficar deitado na cama, em choque, vendo esse babado. A festa literalmente parou!

Como já tínhamos causado o suficiente pra uma noite, resolvemos ir embora antes que entrássemos em combustão espontânea. Não ficamos amigos de ninguém daquela festa, porém, no final da noite, todo mundo sabia quem a gente era. Se isso é uma coisa boa ou ruim, eu já não sei.

Porém, fale bem, fale mal, mas fale de mim! ;)

quarta-feira, 31 de março de 2010

A História Inexistente

Esta é uma história que não aconteceu! Quer dizer, ela aconteceu, mas, se você um dia perguntar isso pra mim, eu negarei até o fim, aliás, farei uma sessão de hipnose no final deste post para que vocês esqueçam o que acabaram de ler! É uma história que eu guardei por muito tempo reprimida comigo mas que agora tenho forças pra compartilhar com vocês.

Os eventos que serão descritos agora, se passaram há uns 5 anos atrás em um reino remoto chamado Jandira (cidade do interior de SP). Um colega meu me convidou pra o aniversário dele. A festa seria realizada na casa dele, nesta remota cidadezinha. Como eu ainda não sabia dirigir, tinha até pensado em pegar um metrô e depois me perder nos trens paulistas até chegar lá. Graças à Santa Cher, meu primo resolveu ir comigo e o namorado dele também – que tem carro.

Chamei também meu melhor amigo Rodrigo (vulgo Whit) e meu primo chamou mais dois amigos que faziam teatro com ele. Como a festa se passaria em uma cidade interiorana, já imaginamos um sítio gigante, uma piscina com várias tochas de fogo espalhadas pelo lugar, go-go boys, vários DJs, várias pessoas fervidas. Ia ser um luxo!

Meu primo e os amigos dele saíram direto do teatro – detalhe que um dos nossos amigos estava vestido de drag-queen porque ele interpretava uma drag na peça que eles estavam ensaiando, porém, ele também era drag fora dos palcos e decidiu ir vestida desse jeito só pra causar e porque se tratava de um evento GLS.

Chegamos em Jandira, que mais parecia a Zona Leste de SP. Tudo deserto, pessoas suspeitas pra todo o lado e foi aí que avistamos um monte de gente dentro de um sobradinho com umas bexigas penduradas. Pensávamos conosco: “Não! Não pode ser aqui!”. E a drag, com medo de ser linchada, começou a se desesperar: “Meu Deus!!! É claro que é aqui!! Tooodas as referências que o menino deu estão batendo!!!”.

Bom, resolvemos parar e só saiu eu e meu primo para averiguar. Depois de desviar do bando de manos com cara de traficante, constatamos que era ali mesmo. Já dei minha primeira furada ao cumprimentar o irmão do meu amigo aniversariante (que é quase uma cópia exata dele) com um sonoro “Nhaaaaaaaaaaainnnn”. Óbviamente, ele me olhou com cara de doido e passou direto.

A minha amiga drag era o centro das atenções! Mas ninguém mexeu com a gente. Detalhe também que ninguém fez o sacríficio de tirar o Chevet em ruínas da garagem pra liberar um pouco de espaço. Entramos na casa e era aquelas casas bem simples mesmo, sabem? Com mofo pra todo o lado, tudo velho e cheio de pó, paredes sem pintura, TV com bombril na antena. A cozinha, então, estava uma bagunça! A mesa cheeeia de garrafas de pinga e todas as cadeiras (de plástico) estavam lá fora, sendo usadas pelas tiazonas gordas. Sim, porque era uma festinha de família mesmo com alguns gays perdidos pelos cantos.

Enquanto isso, pra piorar, o outro amigo do meu primo começa a dar em cima de mim. Ele até que era bonitinho, mas ele era bailarino, e as fotos dele no Orkut fazendo um pas deux deux provaram-se ser brochantes demais para mim.

Nem preciso falar que não ingerimos nenhum líquido ou alimento de lá e que, em 15 minutos, voamos dali e acabamos a noite indo direto pro Autorama – um reduto gay em um estacionamento do Ibirapuera. Detalhe que, depois de levar um fora de mim, o bailarino começa a dar em cima do Rodrigo, o meu melhor amigo, só pra me chatear. Lógico que o Rô nem deu confiança pra ele!

Agora eu fico imaginando se eu tivesse ido pra Jandira sozinho! Além de arriscar a minha vida naqueles trens perigosíssimos, ainda seria obrigado a ficar ali e esperar até às 5:30 da manhã para que os trêns e metrôs voltassem a funcionar. Ninguém merece!

Óbviamente, nem preciso dizer que depois disso, eu e meu primo fomos obrigados a excluir a criatura do MSN para o próprio bem dele, porque, caso ele chegasse em mim e falasse: “E aí?? O que achou da festa??!!!” Eu era capaz de matar a bixa!

Além de nunca mais ter recebido notícias dela ou tê-la visto por aí pelas baladas, eu, meu primo e o Rô fizemos hipnose e até hoje, juramos de pés juntos que estávamos em Alphaville!

Por isso, você, leitor, relaxe...

Relaxe...

Relaxe...

Você irá...

Esquecer tudo o que leu...

Em três segundos...

Um...

Dois...

Três...

...e ninguém fala mais nisso...

sexta-feira, 26 de março de 2010

We Love Pop Art!

Pra quem não sabe, a mostra do Andy Warhol está em São Paulo. Não sabe quem é Andy Warhol?? Se mata! Porque a bee é simplesmente a mãe da Pop Art, que, por sua vez, é um movimento artístico aonde se centra a apreciação por tudo que é pop e está a sua volta. Por exemplo, ao invés dele se focar em paisagens, etc, ele focava em coisas que faziam parte da sua (e da nossa) vida. Sua idéia de natureza morta era uma latinha de sopa, seus retratos eram estrelados por ícones da música e política. E tudo o que era descartado por nós, como jornais ou latinhas de refrigerante, era eternizado por ele em trabalhos visuais arrasadores.

A convite de Doc Pati Foligati, fomos horrores dar close na exposição. Como soubemos que era na Pinacoteca e lá não tinha estacionamento, Doc resolveu parar no metrô Carandiru (entre curvas ilícitas e trânsito caótico) e fomos de metrô até a estação Tiradentes. Detalhe que só de ver Doc Foligati com uma mochilinha Stella McCartney for Adidas e um óculos gigante na cara, dentro de um metrô, já valeu a ida! Rsrs

Chegando lá, quem disse que era na Pinacoteca?? Era na Estação Pinacoteca, que ficava, segundo o funcionário, há 5 minutos da onde estávamos. Aham (¬¬)! Ficava há, pelo menos, uns 10 minutos de lá! Doc e eu já estávamos cansados, suados e com muito medo dos grupos evangélicos, trombadinhas e pessoas mal-encaradas de plantão all-around us!

Chegando na Estação Pinacoteca, a fila estava gigante! A gente jurando que estaria vazio e que seríamos as únicas pessoas ali. Ficamos passados! Sinais dos tempos? Detalhe também que lá tinha um estacionamento gigante aonde poderíamos estacionar, mas resolvemos abstrair isso da nossa mente! Fritamos horrores na fila, porém, estar em compania da Doc é sempre um prazer, então o tempo passou rápidíssimo. Entre discussões sobre antropologia, Picasso, Goya, Gaudi e os modelões dos boys a nossa volta, entramos na exposição.

Chorei! Tinham todos os principais trabalhos dele! Desde a sopa Campbell, passando por Marylin Monroe até Jacqueline Kennedy! Lindooo, lindooo demais! Destaque também para uma videoarte aonde Warhol só enfoca o rosto de um homem que se recontorce com a cabeça de um lado para o outro. Eu e e doc arrasando no conceito e tentando abstrair um significado sociológico para a obra, quando nos deparamos com o título do projeto: “blowjob”; ou “boquete” em bom português! Passaaaadooo!

Também fomos ver a exposição fixa, aonde tem Tarsila do Amaral e alguns sketches do Picasso. Detalhe que éramos os únicos naquele andar, silêncio mortal, e Doc tropeçou 3X do seu sapato (sem salto). Definitivamente ela está excluída do Victoria’s Secret Fashion Show desse ano! O melhor era os guardas olhando pra gente pra ver se não tínhamos dafinicado alguma obra! rsrs Daí, saímos da exposição, para mais uma aventura no caminho de volta, sendo soldados por todo o tipo de gente e quase morrendo de calor! Bobagem! Valeu a pena!

Tá linda a exposição! De verdade! Quem tiver em São Paulo, não perca a chance! E, agora, segue a minha homenagem a esse dia bafônico! Ficou meio tosco, mas pra quem fez em 15 minutos, até que não ficou tão ruim, vai!! Love ya, Doc!


quinta-feira, 25 de março de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

A Streetcar Named…

Eu sei que, hoje em dia, nas grandes cidades, realmente a maioria das pessoas são muito egocêntricas. Todo mundo preocupado com os próprios problemas dentro do seu próprio mundo. Mas, as vezes, você encontra pessoas dispostas a ajudar o próximo.

Eu estava assistindo “Tudo Sobre Minha Mãe”, do Almodovar pela vigésima vez e tem uma frase na peça de “Um Bonde Chamado Desejo” que a Blanche DuBois fala “seja você quem for, eu sempre dependi da ajuda de desconhecidos”. E isso me fez lembrar de uma história que eu passei.

Estava no Rio de Janeiro fazendo uma entrevista de emprego. Como era a minha primeira visita na cidade maravilhosa, é óbvio que eu saí de balada com um amigo queridíssimo carioca que eu conheço há anos. Saí da entrevista de emprego, voltei pro hotel, troquei de roupa e fiz check-out do hotel que eu tava. Fiz reserva para ficar num outro hotel no dia seguinte (já que o que eu tava era uó). Porém, só poderia fazer o check-in depois do meio-dia. “OK” pensei comigo. Vou pra balada, viro a noite, enrolo pela manhã e faço check-in depois do meio-dia e durmo um pouco.

Fomos eu e meu amigo em direção à balada. Detalhe que eu estava morrendo de vontade de fazer xixi e, meu amigo, como carioca “ixxxperto” que é, me falava: “poxxxaaaaaa, di! Mijaa aee na ruaaa meexxxmooo, uéée”... E eu, com o maior carão, falava: “o senhor acha que EU vou me prestar a urinar na rua??? Você tá looucoooo??!?!??! Quero um banheiro basfônico com sabonete pra poder lavar minhas mãos depois, de preferência, sabonete líquído. Se for Dove, melhor ainda!”.

Depois de rodar Copacabana inteira, achamos um barzinho aonde pude arrasar. Fomos pra boate. Foi uó porque eu era amigo do DJ e ele me colocou na lista VIP, daí, fiquei esperando na fila por meia hora pra descobrir que meu nome não estava na lista. E a hostess era super seca comigo. Uma vadia antipática. Nem me importava em pagar pra entrar, mas o uó foi que eu tive que ir pro final da outra fila dos clientes pagantes. Custava ela pelo menos deixar eu entrar direto, mesmo pagando, já que ela viu que eu já estava esperando há tanto tempo?? Como meu amigo já estava lá dentro me esperando, peguei a fila de novo e entrei, porque senão eu teria virado a cara e xingado aquela vadia! Acho que ela não gostava de paulistas!

A balada em si foi tudo. Ficamos até às seis da manhã e meu amigo me deixou de carro na porta do hotel que eu tinha feito reserva. Detalhe: o check-in era só ao meio-dia e eu estava MORRENDO de sono! Começei a perambular pelas rodondezas de Copacabana, sem destino, quase cogitando a possibilidade de dormir na rua... Mas eu voltei pro hotel (que era uma lan-house também). Expliquei pra recepcionista que tinha feito reserva e falei se poderia esperar ali mesmo até o horário do check-in. Ela disse que sim.

Me sentei em um computador e começei a dormir sentado com a cabeça apoiada na mesa. A menina recepcionista, ao ver que eu estava dormindo, logo veio em minha direção. Já pensei que ela ia falar que era proibido dormir ali ou algo do tipo. Mas ela me vira e fala: “Com licença, eu sei que o seu check-in está marcado pra meio-dia. Mas, se você quiser, tem um lounge lá em cima com uma cama e você pode dormir e esperar lá até o o horário do seu check-in”. Eu JURO pra vocês que eu virei pra ela e disse “POSSO TE DAR UM ABRAÇO??”. Eu abraçei a menina horrores e começei a chorar de tão feliz que eu tava! Ela ficou passada! Pena que eu não lembro o nome dela. Mas, seja ela quem for, eu sempre dependi da ajuda de desconhecidos.